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Direito Tributário & Defesa Fiscal

Embargos à execução fiscal em BH: como contestar a cobrança

Dr. Diego Gomes Pacheco — OAB/MG 143.562 Atualizado em maio de 2026 Leitura: ~9 min

Os embargos à execução fiscal em Belo Horizonte são a principal — e em muitos casos a última — oportunidade do contribuinte de discutir judicialmente uma dívida tributária cobrada pela Fazenda Pública. Por meio dos embargos, é possível questionar a validade da dívida, demonstrar que ela já foi paga, alegar prescrição, contestar o valor cobrado ou apontar inconstitucionalidades na cobrança. Mas existe um prazo fatal: 30 dias.

O Dr. Diego Gomes Pacheco explica como funcionam os embargos à execução fiscal, quais são os requisitos, o que pode ser alegado, as principais teses de defesa e a diferença crucial entre os embargos e a exceção de pré-executividade.

30

dias para apresentar embargos — contados da intimação pessoal da penhora

Esse prazo é peremptório e improrrogável. O STJ confirmou que a intimação pessoal é indispensável — mesmo com advogado constituído nos autos. Perder esse prazo significa perder a principal defesa disponível contra a execução fiscal.

O que são os embargos à execução fiscal

Os embargos à execução fiscal são uma ação autônoma — com número de processo próprio, distribuída em apenso à execução — por meio da qual o executado contesta a dívida cobrada pela Fazenda Pública. Diferente de uma simples petição nos autos da execução, os embargos têm rito processual completo: contestação, produção de provas, audiências (quando necessárias) e sentença.

A base legal é o art. 16 da Lei de Execuções Fiscais (Lei 6.830/80). O prazo de 30 dias é específico da execução fiscal — diferente dos embargos na execução civil comum, que têm prazo de 15 dias pelo CPC. Mesmo após a vigência do CPC/2015, o STJ confirmou que o prazo de 30 dias da LEF prevalece.

Requisito fundamental: garantia integral do juízo

O art. 16, §1º, da LEF é expresso: "Não são admissíveis embargos do executado antes de garantida a execução". Isso significa que, antes de apresentar os embargos, o executado precisa garantir integralmente o valor cobrado. As formas de garantia aceitas são:

✓ Exceção importante do STJ

O STJ admite embargos com garantia parcial quando o executado demonstra, de forma concreta e documental, sua hipossuficiência financeira para prestar garantia integral. Essa exceção é relevante para devedores que genuinamente não têm como garantir o juízo integralmente — o advogado documenta essa situação antes de apresentar os embargos.

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Quando começa o prazo de 30 dias — atenção especial

Uma das questões mais importantes — e frequentemente ignoradas — nos embargos à execução fiscal é o termo inicial do prazo. O STJ consolidou que o prazo de 30 dias começa a contar da intimação pessoal do executado sobre a penhora, com advertência expressa do prazo para embargar.

Isso significa que:

⚠ Verifique se a intimação foi regular

Antes de concluir que o prazo passou, o advogado verifica se a intimação da penhora foi feita de forma pessoal e com a advertência expressa exigida pelo STJ. Uma intimação irregular pode reabrir o prazo para os embargos — mesmo em execuções aparentemente encerradas.

Principais teses de defesa nos embargos à execução fiscal em BH

Nos embargos à execução fiscal, o executado pode alegar toda a matéria útil à sua defesa. As teses mais comuns e eficazes utilizadas pelo escritório Diego Gomes & André Alves nas varas da Fazenda Pública de BH são:

Extinção da execução

Prescrição e decadência

O prazo de prescrição do crédito tributário é de 5 anos da constituição definitiva. A decadência — perda do direito de lançar — é de 5 anos do fato gerador. São matérias de ordem pública, arguíveis a qualquer tempo, inclusive por exceção de pré-executividade sem garantia.

Extinção da execução

Pagamento anterior

Dívidas já pagas que continuam sendo cobradas por falha no sistema da Fazenda. Comprovado o pagamento nos embargos, a execução é extinta com condenação da Fazenda em honorários advocatícios.

Redução do valor

Excesso de execução

O valor cobrado na CDA está incorreto — por erro de cálculo, atualização indevida, multas superiores ao limite constitucional de 100% do tributo ou juros calculados por índice inadequado.

Nulidade

Vícios formais da CDA

A Certidão de Dívida Ativa deve conter obrigatoriamente: nome do devedor, valor, origem, data de inscrição e número do processo administrativo. Qualquer vício nesses requisitos pode ensejar a nulidade da CDA e extinção da execução.

Extinção parcial ou total

Inconstitucionalidade do tributo

Quando há tese tributária sólida com precedentes do STF ou STJ contra a cobrança — como a exclusão do ICMS da base do PIS/COFINS (Tema 69/STF) ou a inconstitucionalidade de determinadas contribuições. O advogado identifica as teses aplicáveis a cada caso.

Extinção da execução

Compensação realizada antes do ajuizamento

Compensações tributárias realizadas antes do ajuizamento da execução podem ser alegadas nos embargos, desde que reconhecidas administrativa ou judicialmente (STJ, Tema 294).

Defesa pessoal do sócio

Ilegitimidade passiva no redirecionamento

Quando a execução foi redirecionada para o sócio sem os requisitos legais — dissolução irregular, excesso de poderes ou infração à lei. O sócio pode embargar individualmente para demonstrar que não praticou os atos que autorizam o redirecionamento.

Qual tese se aplica ao seu caso? O advogado analisa e responde em minutos.

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Embargos x Exceção de pré-executividade: qual usar em BH

Critério Embargos à Execução Fiscal Exceção de Pré-executividade
Garantia do juízo Exigida integralmente (regra) Não exigida
Prazo 30 dias da intimação da penhora Sem prazo fixo — a qualquer tempo
Matérias arguíveis Todas — ampla produção de provas Apenas matérias de ordem pública sem dilação probatória
Efeito suspensivo Suspende execução sobre os bens garantidos Sem efeito suspensivo automático
Quando usar Quando há mérito para discutir e é possível garantir o juízo Quando a matéria é cognoscível de ofício: prescrição, nulidade, ilegitimidade

"Em muitos casos, a estratégia mais eficaz é usar as duas ferramentas em paralelo: exceção de pré-executividade para arguir a prescrição imediatamente (sem garantia), e embargos para discutir o mérito mais profundamente após garantido o juízo." — Dr. Diego Gomes Pacheco, OAB/MG 143.562

O que acontece se os embargos forem acolhidos em BH

Se os embargos forem julgados procedentes — total ou parcialmente — as consequências variam conforme o fundamento:

Em caso de improcedência dos embargos, o executado pode ainda recorrer ao Tribunal Regional Federal ou ao TJMG — e, eventualmente, ao STJ e STF, dependendo da matéria discutida.

Por que contratar advogado especialista em embargos fiscais em BH

Os embargos à execução fiscal são tecnicamente exigentes — exigem análise da CDA, conhecimento da jurisprudência do STJ e do TJMG, estratégia probatória e timing processual preciso. Um advogado especialista em defesa tributária em Belo Horizonte identifica todas as teses aplicáveis ao caso, garante que os embargos sejam apresentados no prazo correto e maximiza as chances de sucesso na contestação da dívida.

No escritório Diego Gomes & André Alves Advogados, em BH, o Dr. Diego Gomes Pacheco (OAB/MG 143.562) atua na apresentação de embargos em execuções fiscais da Receita Federal, SEFAZ-MG e Prefeitura de BH. Consulta gratuita pelo WhatsApp.

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