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Direito Tributário & Defesa Fiscal

Execução fiscal em BH: como se defender e negociar

Dr. Diego Gomes Pacheco — OAB/MG 143.562 Atualizado em maio de 2026 Leitura: ~10 min

Receber uma execução fiscal em Belo Horizonte é uma das situações mais urgentes da vida de um empresário ou contribuinte. O processo corre rapidamente: em poucos dias, o juiz pode determinar o bloqueio de contas bancárias, a penhora de imóveis e veículos, ou o redirecionamento da dívida para o patrimônio pessoal dos sócios. Mas existem defesas eficazes — e algumas dívidas fiscais podem ser extintas antes mesmo de chegar à penhora.

Neste artigo, o Dr. Diego Gomes Pacheco, advogado especialista em defesa tributária em BH, explica o que é a execução fiscal, como ela funciona nas varas da Fazenda Pública de Belo Horizonte, quais são as formas de defesa disponíveis, os prazos críticos e como negociar com a Fazenda Pública para encerrar o problema definitivamente.

5

dias após a citação para pagar, garantir o juízo ou nomear bens à penhora

Esse é o prazo mais crítico da execução fiscal. Se passar sem ação, o juiz determina a penhora de ofício — via Sisbajud, Renajud ou penhora de imóveis. Procure um advogado imediatamente após receber a citação.

O que é a execução fiscal e quem pode propor em BH

A execução fiscal é o processo judicial regulado pela Lei 6.830/80 (Lei de Execução Fiscal — LEF) pelo qual a Fazenda Pública cobra judicialmente dívidas inscritas em Dívida Ativa. Em Belo Horizonte, três entes podem propor execução fiscal:

O título executivo da execução fiscal é a Certidão de Dívida Ativa (CDA) — um documento que goza de presunção de certeza e liquidez, mas que pode ser contestado pelo devedor. A qualidade técnica da CDA é uma das primeiras coisas que o advogado verifica ao receber o caso.

Como funciona a execução fiscal em Belo Horizonte passo a passo

O rito da execução fiscal em BH segue estas etapas principais:

  1. Inscrição em dívida ativa: após o lançamento definitivo do tributo, a dívida é inscrita na Dívida Ativa da União, do Estado ou do Município, gerando a CDA.
  2. Ajuizamento da execução fiscal: a Procuradoria protocola a petição inicial na vara competente em BH, com a CDA como título executivo.
  3. Despacho inicial e citação: o juiz despacha determinando a citação do devedor para pagar, garantir o juízo ou nomear bens à penhora em 5 dias.
  4. Penhora: se não houver resposta do devedor, o juiz determina a penhora — prioritariamente via Sisbajud (contas bancárias), Renajud (veículos) ou penhora de imóveis.
  5. Defesa do executado: o devedor pode apresentar exceção de pré-executividade (sem garantia) ou embargos à execução (após garantia do juízo, prazo de 30 dias).
  6. Leilão: se a dívida não for paga, negociada ou extinta, os bens penhorados são levados a leilão judicial.

⚠ Primeira verificação: a dívida está prescrita?

Antes de qualquer outra estratégia, o advogado verifica se a dívida está prescrita. O prazo de prescrição do crédito tributário é de 5 anos contados da constituição definitiva. Além disso, existe a prescrição intercorrente: se a execução ficar paralisada por mais de 5 anos sem encontrar bens penhoráveis, ela pode ser extinta de ofício pelo juiz. Muitas execuções fiscais em BH estão prescritas — e o devedor não sabe.

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Formas de defesa na execução fiscal em Belo Horizonte

O executado dispõe de várias modalidades de defesa, com requisitos e timing diferentes. Conhecer cada uma é essencial para escolher a estratégia correta:

Sem garantia do juízo

Exceção de pré-executividade

Petição simples apresentada nos próprios autos da execução, sem necessidade de garantir o juízo. Cabível para matérias cognoscíveis de ofício que não exijam dilação probatória: prescrição, decadência, ilegitimidade passiva, nulidade da CDA.

Requisito: matéria de ordem pública, sem necessidade de provas complexas.

Com garantia do juízo — 30 dias

Embargos à execução fiscal

Ação autônoma que permite discutir amplamente a dívida, incluindo produção de provas. Prazo: 30 dias da intimação da penhora. Admite todas as matérias de defesa: pagamento anterior, erro no valor, inconstitucionalidade, nulidade da CDA.

Requisito: juízo integralmente garantido (penhora, depósito, seguro garantia).

Ação autônoma

Mandado de segurança

Cabível quando há direito líquido e certo violado por ato da autoridade fiscal. Usado para suspender a exigibilidade da dívida enquanto a questão é discutida — especialmente em teses tributárias com boa jurisprudência.

Requisito: direito líquido e certo demonstrável de plano, sem dilação probatória.

Negociação extrajudicial

Parcelamento e transação tributária

A adesão a programas de parcelamento suspende a execução e impede novas penhorações. A Transação Tributária da PGFN pode oferecer descontos de até 65% em multas e juros e parcelamento em até 120 meses.

Requisito: dívida elegível ao programa e capacidade de manutenção das parcelas.

Prazos críticos na execução fiscal em BH

Momento Prazo Ação necessária
Após a citação 5 dias Pagar, garantir o juízo ou nomear bens. Se não agir, o juiz determina penhora de ofício.
Após a intimação da penhora 5 dias Impugnar o bloqueio (se recaiu sobre bens impenhoráveis ou valor excessivo).
Após garantir o juízo 30 dias Apresentar embargos à execução fiscal para discutir a dívida.
Prescrição da dívida 5 anos do lançamento definitivo Arguir a prescrição — pode extinguir a execução sem qualquer pagamento.
Prescrição intercorrente 5 anos de paralisação Arguir ou aguardar o reconhecimento de ofício pelo juiz.

O que verificar antes de qualquer estratégia de defesa

Quando o advogado recebe um caso de execução fiscal em BH, a análise começa pelos pontos que podem extinguir a execução sem qualquer custo para o cliente:

1. Prescrição e decadência

A decadência — perda do direito de lançar o tributo — ocorre em 5 anos do fato gerador. A prescrição — perda do direito de cobrar judicialmente — ocorre em 5 anos da constituição definitiva do crédito. São matérias de ordem pública, arguíveis a qualquer tempo, inclusive por exceção de pré-executividade sem necessidade de garantia do juízo.

2. Vícios na CDA

A CDA deve conter obrigatoriamente o nome do devedor, o valor da dívida, a origem e natureza do crédito, a data de inscrição e o número do processo administrativo. Qualquer vício formal ou material pode ensejar a nulidade da CDA e a extinção da execução.

3. Pagamento ou parcelamento anterior

Não é incomum que execuções fiscais sejam ajuizadas mesmo após o pagamento ou parcelamento da dívida, por falha no sistema da Fazenda. O advogado verifica imediatamente se a dívida já foi quitada ou se existe parcelamento em vigor que deveria ter suspendido a execução.

4. Ilegitimidade passiva

A execução pode ter sido direcionada à pessoa errada — erro de CPF, CNPJ, homônimo ou responsabilidade indevida. A ilegitimidade passiva pode ser arguida por exceção de pré-executividade, sem necessidade de garantia.

Sua dívida pode estar prescrita — o advogado verifica agora, antes de qualquer pagamento.

Consulta gratuita

Como negociar a execução fiscal em Belo Horizonte

Quando a dívida é legítima e não há fundamento para extinção, a negociação com a Fazenda Pública é o caminho mais eficiente. As principais modalidades disponíveis em BH são:

Transação Tributária da PGFN (dívidas federais)

A plataforma Regularize (regularize.pgfn.gov.br) oferece modalidades de transação com descontos de até 65% no valor total da dívida (multas, juros e encargos) e parcelamento em até 120 meses para devedores em situação de dificuldade econômica. O advogado negocia as melhores condições disponíveis para o perfil do devedor.

Parcelamento da SEFAZ-MG (dívidas estaduais)

O Estado de Minas Gerais oferece parcelamento ordinário de ICMS e outros tributos estaduais, além de programas periódicos de regularização com benefícios de redução de multas e juros. O advogado monitora a abertura desses programas e orienta sobre as condições mais vantajosas.

Parcelamento da Prefeitura de BH (dívidas municipais)

A Secretaria Municipal da Fazenda de BH oferece parcelamento de ISS, IPTU e outros tributos municipais, com programas especiais periódicos. A adesão suspende a execução e permite a emissão da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa.

✓ Estratégia combinada

Em muitos casos, a melhor estratégia é combinar o parcelamento da dívida com a apresentação de embargos à execução. O parcelamento suspende a execução e impede novas penhorações. Os embargos discutem a dívida e podem resultar em redução do valor ou extinção. Essa estratégia combinada é mais eficaz do que escolher apenas um caminho.

Execução fiscal e o patrimônio pessoal do sócio em BH

Uma das dúvidas mais frequentes dos empresários em BH é: a execução fiscal pode atingir meu patrimônio pessoal? A resposta depende de como a empresa foi gerida.

A regra é a separação patrimonial — a execução fiscal é proposta contra a empresa, não contra os sócios. O patrimônio pessoal dos sócios só pode ser atingido pelo redirecionamento da execução fiscal, que o STJ autoriza apenas em casos específicos: dissolução irregular da empresa, atos com excesso de poderes ou infração à lei. A simples inadimplência tributária não autoriza o redirecionamento.

Leia mais sobre esse tema em nosso artigo sobre responsabilidade do sócio por dívidas fiscais em BH.

Por que contratar advogado especialista em execução fiscal em BH

A execução fiscal é um processo com prazos curtíssimos e consequências patrimoniais imediatas. Um advogado especialista em defesa fiscal em Belo Horizonte age simultaneamente em várias frentes: verifica a prescrição antes de qualquer pagamento, analisa os vícios da CDA, escolhe a melhor modalidade de defesa ou negociação, e protege o patrimônio pessoal dos sócios quando necessário.

No escritório Diego Gomes & André Alves Advogados, em BH, o Dr. Diego Gomes Pacheco (OAB/MG 143.562) atua na defesa de pessoas físicas e empresas em execuções fiscais da Receita Federal, SEFAZ-MG e Prefeitura de BH. Resposta em minutos pelo WhatsApp.

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